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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Concepção de identidade do sujeito pós moderno

        
        Hoje decidimos compartilhar algumas reflexões que fizemos a partir do texto “Os Estudos Culturais e o ensino da Educação Física” de Mário Luiz Ferrari Nunes e Marcos Garcia Neira. Esperamos que gostem!
            A cultura, que regula normativamente nossas ações, vem sofrendo influência dos processos de globalização. Assim, é interessante compreender as relações que ocorrem entre os sujeitos e o modo como eles são definidos e marcados com rótulos.
           Aqui vamos tratar a concepção da identidade do sujeito pós-moderno. Identidade essa que se refere às condições da sociedade em que vivemos. Essas condições criam novas formas de representação, novos grupos identitários e valores totalmente diferentes das estruturas sociais anteriormente estabelecidas. E isso está em constante mudança. Nesse novo modelo de sociedade, não há um espaço a um único valor para todos, mas existe múltiplos grupos com valores que estão em constante disputa nos processos de significação ocorridos nas relações de poder.
       Além disso, a identidade do sujeito pós-moderno é contraditória e múltipla, ou seja, ele é composto por múltiplas identidades – de gênero, raça, nacionalidade, classe, etc. E todas essa identidades são variáveis, quer dizer, ele é transformado pelas influências culturais da sociedade em que está inserido. Por isso, podemos compreender a identidade como fruto da linguagem e dos processos que tentam determiná-la, ou seja, torná-la uma norma. Desse modo, ao normatizar um modo de ser e não outro dentro de um grupo cultural, cria-se o conceito de diferença, isto é, a identidade só pode existir, se houver a condição de diferença.
           A construção de uma identidade está sempre em processo de diferenciação linguística que define seus significados. E esses processos de significação são decorrentes de lutas entre grupos que tentam estabelecer os significados do que está em jogo. Por isso, podemos dizer que a identidade e a diferença estão sujeitas às relações de poder expressas em ações que oprimem certa parcela de indivíduos e grupos, o que pode resultar no seu silêncio. Além disso, as relações sociais são um campo em que se tenta determinar limites para definir uma identidade do que é correto e está dentro da norma e o seu oposto que seria a diferença.
          Então, afirmar uma identidade e desmerecer o diferente está relacionado com a questão da disputa de poder, em que o grupo social que detém o poder, reforça o lado negativo dos fora da norma”, logo, podemos perceber que as lutas sociais são para estabelecer identidades. Por isso, podemos dizer que o poder de atribuir significados as coisas depende do lugar em que se ocupa no sistema de relações dos diversos grupos culturais.
            E, para finalizar, queremos que vocês reflitam mais um pouco sobre as questões de identidade e diferença depois de ler esse texto e de assistir ao vídeo da música Take me to Church”.



  
           Até a próxima!!!!



terça-feira, 20 de setembro de 2016

Isso é cultura?



Pablo Picasso
  
          Para responderem a essa pergunta, queremos que vocês considerem o conceito de cultura definido pelos professores universitários Mário Luiz Ferrari Nunes e Marcos Garcia Neira, como sendo “a manifestação de poder e das relações assimétricas que ela produz ”, desse modo, podemos dizer que é um campo de disputa dos significados/da representação simbólica, em que algum grupo ou sujeito detêm o poder de validar o que seria considerado cultura para uma sociedade, ou seja, quais seriam os padrões aceitos. Mas isso não quer dizer que isso não será contestado e é imutável.
              O que dissemos anteriormente pode ser exemplificado pelas imagens a seguir, que pegamos no Google Imagens. Sendo que a imagem à direita é um poema de Décio Pinhatari.



            

            Talvez o videoclipe da música Comida dos Titãs possa ajudar a responder ao título desta postagem. Então, vamos assistir?



 https://www.youtube.com/watch?v=W5TI7iLvHC4

                
                 Gostaram do videoclipe?
            Agora temos outras perguntas: Como a identidade de um indivíduo pode ser construída? Como seus comportamentos podem definir quem você será? A escola pode influenciar?
                 That's all folks. Até a próxima.


 

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Mapa das Práticas Corporais

          
           Vocês podem estar pensando que estamos loucos ao fazer um mapa urbano dessa maneira. Mas ao entender os conceitos de pedaço, mancha e trajeto descritos pelo professor de Antropologia José Guilherme Cantor Magnani, talvez isso se torne mais claro.
          Podemos descrever o pedaço como sendo o local em que uma pessoa se percebe pertencente a um grupo, isto é, podemos dizer que “esse pedaço é meu e ninguém pode invadir esse espaço sem a devida autorização dos membros”.
           A mancha teria seus limites menos definidos do que o pedaço e incluiria os espaços que não seriam utilizados com muita frequência pelo grupo. E o trajeto seria o deslocamento entre o pedaço e esses outros lugares menos visitados.
            Porém devemos lembrar que esses conceitos não são absolutos, ou seja, para que um espaço receba o carimbo de espaço, mancha ou trajeto; é necessário que estabeleça qual vai ser o ponto de referência.
             Por exemplo, ao observar a vida de estudante de graduação dos membros deste blog, podemos dizer que a FEF é nosso pedaço, mas seria a mancha das práticas corporais de D e o pedaço seria o Ginasinho. Um exemplo de trajeto seria o de T, que tem como pedaço a Companhia de Dança e seu trajeto, o deslocamento para o Teatro de Paulínia.
             Esperamos que tenham gostado desta postagem e até a próxima.    

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Os tempos e espaços na educação escolar


    A escola foi influenciada pelo fordismo, em que essa instituição é organizada de modo rígido, hierarquizado e centralizado, com o intuito de produzir alunos qualificados para a enfrentar os desafios da vida social e produtiva. Contudo, os tempos e espaços escolares acompanharam a transição para a acumulação flexível do sistema capitalista, em outras palavras, as inovações tecnológicas, comerciais e organizacionais associados à compressão do tempo e do espaço, proporcionaram uma percepção cotidiana de aceleração do tempo, além do processo de supressão das fronteiras e das distâncias entre os lugares. Isso revela que há uma relativização ou ressignificação do tempo e do espaço no mundo de modo efêmero, volátil e fragmentado.
    A massificação de bens e serviços do tipo descartável foram relevantes para modificar os limites de acumulação de bens físicos pelos consumidores e ocorreu devido às pressões da acumulação do capital, que transformaram os padrões de consumo, em que tudo se torna obsoleto rapidamente, inclusive a mão de obra.
    A massa cultural tem estreita relação com as mudanças e a manipulação de valores e opiniões, além da construção das identidades pessoais e políticas, pois ela revela a cultura criada pelos detentores do poder, por meio da interpretação e divulgação dos produtos culturais com reputação efêmera, devido à intensa criatividade dos produtores culturais. E essa diversidade de estímulos pode resultar em uma atitude blasée (de indiferença) e, portanto, essa sociedade em vias de fragmentação seria facilmente manipulada.
   Ademais, para o indivíduo manter-se no mercado de trabalho pós-moderno, há a necessidade de adaptação rápida às mudanças. Por isso, é relevante ter flexibilidade em ser capaz de esquecer rapidamente o que foi ensinado para adquirir novos costumes, conhecimentos. E isso se relaciona com os processos de ensino nas escolas, em que se avalia a capacidade de memorizar e descartar as informações antigas para receber mais informações por meio de diversas atividades realizadas em um tempo exíguo. Em suma, num mundo globalizado e em constante transformação, a estratégia pedagógica a ser empregada seria a educação permanente ou continuada, em outras palavras, a educação seria para toda a vida.
    Por fim, a educação pressupõe que haja modificações internas por meio da ressignificação do saber. Por isso, a expressão reciclagem dos conhecimentos e de habilidades seria mais apropriada para definir a educação permanente.